quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Psicodeliaaaaa

Enquanto eu escuto meu som as paredes derretem e o chão parece me engolir, a cada batida que eu escuto eu piso mais forte e mais rápido no chão, procurando uma forma de esvair toda essa energia que tem em mim, ta ligado? E as cores, mano, as cores são demais, o azul é muito azul, as cores que eu enxergo são tão mais bonitas que as cores que tu enxerga, sabe porque? Porque eu to com a mente aberta, deixando tudo fluir, velho, eu to rindo a toa, to rindo de tudo, não tem nada que possa me deixar triste nesse instante, o meu único desejo nesse momento é sair rolando nesse chão, pular o mais alto que eu puder, me debater contra a parede e ficar olhando as cores.
Me imagino saindo no sol, dando uma banda na cidade, indo em direção às arvores, porra, que dia bonito, que sol bonito, olha o verde dessas arvores, é tudo tão bonito, nunca vi o céu tão azul, e as nuvens com formatos engraçados, tão grandes em movimentos constantes e rápidos, cara, que vontade de sair correndo e sentir só o calor do sol na minha pele, mas sei lá, tem alguma coisa na minha mão e eu to apertando muito forte, cara, é tão bom, dá um prazer, uma liberdade. Agora o céu ta roxo e as pessoas estão todas cinzas, hahaha, a música já acabou, mas eu ainda continuo a escutar as batidas e dar risada, minha perna segue fazendo as batidas, e agora eu to chegando em casa, entrando no meu quarto escutando a mesma música de horas atrás, batidas prazerosas, encosto a cabeça no travesseiro e continuo a sorrir, cara, nunca tive um sono tão bom.

Pé errado

Tá ligado aqueles dias que tu acorda com o pé errado, que tu levanta da cama e bate com o minguinho na quina da porta, que tu vai lá pra puta que pariu e descobre que calçou um pé de cada tênis ou esqueceu a bosta da carteira em casa, que tu abre a geladeira procurando algo pra comer e descobre que não tem nada, que tu ta lá sonhando com o último gole daquele refri que tu guardou na noite passada e quando chega na cozinha enxerga a garrafa vazia em cima da pia, quando o telefone toca sem parar e quando tu chega perto ele simplesmente para, quando tu vai se escovar e tem que ficar espremendo a pasta de dentes, quando acaba o papel higiênico, quando o reflexo da janela toca a TV, PORRA VELHO, esses sãos os piores dias.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Monocromático

É velho, aqui começa meu rabisco, talvez eu comece falando disso e termine falando daquilo, entende? Sei lá, se tu acha que isso aqui ta meio louco, relaxa ai, to tomando meu café tranquilo e ainda nem comecei a viajar, a informação que eu passo aqui é tipo subliminar, isso se tu souber achar, se não achou até agora, pode ir embora, mas se eu rabiscando desse jeito atiço tua curiosidade e te induzo a continuar, continua ai, sabe se lá o que mais tu pode vir a achar. Bom, se tu acha que eu to sendo hipócrita, talvez eu esteja, talvez eu seja, pode ser só um jeito de começar ou de não saber o que falar, mas o que tenho pra falar é importante, caso tu queira escutar.
Já percebeu que estamos em setembro e que daqui a 3 meses o ano vai acabar? É, acho que tu não viu, eu demorei mas vi, foi quando eu tava cansado de caminhar e resolvi ver que horas eram, percebi que já tinha passado uma vida, ou duas, três... Era sempre a mesma calçada cinza esburacada, aquele negócio no asfalto que fazia sempre o mesmo som, foi aí que eu parei e observei tudo que acontecia ao meu redor.
Se tu ainda acha que nada faz sentido, vai embora, ou, começa tudo de novo, te perde entre as palavras, vai lá, abre tua cabeça, deixa de ser monocromático e reto, entra na minha psicodelia, olha pro céu e aproveita a lua, acorda cedo e da uma banda no sol, aproveita a sombra da arvore, só não cai na rotina, na rotina de viver sempre a mesma vida, faz o o que tu quiser da vida só não deixa a vida fazer isso de ti.
O ponto aqui é que o meu ponto pode não ser o mesmo teu, mas de qualquer jeito é um ponto importante, o meu ponto fui eu que cheguei, o teu ponto foi tu que chegou, mas se juntarmos nossos pontos, a que ponto chegaríamos?